“ME AGARREI À MILITÂNCIA PARA NÃO ADOECER” Na primeira entrevista de 2019, conversamos com a ativista Luciene Silva, representante da Rede de Mães Vítimas da Violência de Estado na Baixada Fluminense sobre sua história de luto que virou luta. Luciene Silva tem 52 anos de idade. Define sua história como sendo a de uma mulher comum que veio da periferia de Nova Iguaçu. Mas a peculiaridade de sua trajetória começa ao se contabilizar os tantos lugares pelos quais passou. Nasceu no hospital Getúlio Vargas, na Penha, a mãe morava em Cordovil, a adolescência passou em Irajá, tendo uma rápida passagem por Brás de Pina, parando tempos depois em conjunto habitacional de Belford Roxo. Conheceu o marido aos 18 anos e em 2019 celebra as bodas de coral, a longevidade matrimonial de quem está casada há 35 anos . Mudou-se para a terra da garoa, residindo na região por 3 anos em função do desemprego do marido, que lá encontraria novas oportunidades de trabalho. Os sogros tinham um com...
Por Uma Cultura de Vida