Representantes da Baixada Fluminense e do município do Rio de Janeiro analisam as políticas de segurança pública do governador eleito Wilson Witzel, sob a perspectiva da necropolítica do filósofo camaronês Aquile Mbembe, na segunda reportagem da série. Mbembe fala no ensaio Necropolítica sobre a “neocolonização”. A comparação com o período colonial se dá porque a política atual envolve relações de subalternização parecidas às que os países colonizadores infligiram no passado sobre suas colônias. Dito de outra forma e adaptando-se à ideia de segurança pública: as autoridades demarcam territórios considerados hostis, de acordo com decisões políticas que atestam que o combate à violência sempre demanda mais uso da força. Afinal de contas, a necropolítica de Mbembe não trata somente dos mecanismos da morte propriamente dita, mas também a exposição a risco de morte, à marginalização sociopolítica e dos contextos sócio-políticos em que matar torna-se uma escolha possível consi...
Por Uma Cultura de Vida