Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens com o rótulo Segurança Pública

A BAIXADA FLUMINENSE E A NECROPOLÍTICA DE WILSON WITZEL: PARTE 2

Representantes da Baixada Fluminense e do município do Rio de Janeiro analisam as políticas de segurança pública do governador eleito Wilson Witzel, sob a perspectiva da necropolítica do filósofo camaronês Aquile Mbembe, na segunda reportagem da série. Mbembe fala no ensaio Necropolítica sobre a “neocolonização”. A comparação com o período colonial se dá porque a política atual envolve relações de subalternização parecidas às que os países colonizadores infligiram no passado sobre suas colônias. Dito de outra forma e adaptando-se à ideia de segurança pública: as autoridades demarcam territórios considerados hostis, de acordo com decisões políticas que atestam que o combate à violência sempre demanda mais uso da força. Afinal de contas, a necropolítica de Mbembe não trata somente dos mecanismos da morte propriamente dita, mas também a exposição a risco de morte, à marginalização sociopolítica e dos contextos sócio-políticos em que matar torna-se uma escolha possível consi...

A BAIXADA FLUMINENSE E A NECROPOLÍTICA DE WILSON WITZEL - PARTE 1

Esta é a primeira matéria, de uma série de duas partes, que traz análises de representantes e moradores da Baixada Fluminense sobre as políticas do governador eleito Wilson Witzel. A vitória do governador eleito Wilson Witzel, um ex-juiz federal que conquistou exatos 4.675.355 votos, resultou em uma trama de preocupações, especialmente quando se interpreta de forma crítica o planejamento de determinadas políticas públicas em sua gestão. Observou-se um candidato—desconhecido do grande público, que nunca ultrapassava a marca do 1% das intenções de voto—afirmar, sem sutilezas, que pretende empregar com pragmatismo a política de segurança pública do Rio de Janeiro, de forma que, dentre tantas aberrações, agentes do Estado teriam permissão tácita para matar inimigos, caso se sentissem ameaçados. O impacto de suas declarações, especialmente entre moradores de favelas e outras periferias — históricas vítimas dos abusos de poder que quase sempre ocorrem em operações militares em ...

Artigo: Violência e Segurança Pública na Baixada

Giselle Florentino ,  economista, mestranda em Serviço Social e Desenvolvimento Regional da Universidade Federal Fluminense e sistematizadora de dados do projeto Direito à Memória e Justiça Racial do Fórum Grita Baixada “ A única luta que se perde é aquela que se abandona.” (Carlos Marighella) E m 2016, o Brasil alcançou a marca histórica de 62.517 homicídios, segundo informações do Atlas da Violência.  Isso equivale a uma taxa de 30,3 mortes para cada 100 mil habitantes, que corresponde a 30 vezes a taxa registrada na Europa. Apenas nos últimos vinte anos, 1.059.201pessoas perderam suas vidas devido à violência intencional no Brasil, ou seja, um pouco mais de um milhão de pessoas tiveram suas vidas ceifadas devido à violência e as políticas de segurança pública ineficiente. A cada 23 minutos, um jovem negro é assassinado no Brasil. Todo ano, 23.100 jovens negros de 15 a 29 anos são mortos. A taxa de homicídios entre jovens negros é quase 4 vezes maio...

ARTIGO: Qual o seu papel na busca pela segurança pública que nós queremos?

Por Jayme Soares – Professor, Pós-Graduando em Administração Pública pelo CEPERJ e Presidente do Conselho Municipal de Segurança Pública, Direitos Humanos e Cidadania de Nova Iguaçu/RJ. Olhe a sua volta e responda rápido: Quantos são os “políticos” ou aspones da sua cidade que foram – ou são – apoiados pelo narcotráfico ou pela milícia? Quantos deles têm o histórico de ser o camarada “da limpeza” na sua região apoiados por boa parte da população? A segurança pública que desejamos para a nossa região deve ir além do “tiro, porrada e bomba” desta guerra insana que sacrifica a todos nós. Passa por uma mudança de mentalidade onde o cidadão precisa enxergar-se dentro dos processos decisórios e se fazer presente ativamente. Comparamos nossa vida a um jogo de futebol: Quem se mexe em campo tem maior condição de ter a bola nos pés e marcar o gol. Pautado por este ideário, participei do 12° Encontro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública em Brasília no mês passado que teve como ...

Letalidade no Rio e na Baixada demanda construção de um ‘Pacto Pela Vida’

Letalidade no Rio e na Baixada demanda construção de um ‘Pacto Pela Vida’ Evento organizado pela PUCRJ reúne organizações e movimentos sociais, entre eles Fórum Grita Baixada, para se refletir sobre os desafios para a manutenção da segurança pública cidadã e a diminuição do número de homicídios Sujeitos matáveis, criminalizados pela pobreza, indignos de vida. Não importa os dados produzidos pelas pesquisas acadêmicas e tampouco os gritos de ativistas ou movimentos sociais de direitos humanos, a impressão que se tem é que políticas públicas que poderiam interferir diretamente na redução dos homicídios em massa da população negra, periférica e favelada, protagonizados por agentes do Estado, estacionam em um grau de ineficiência traduzida na falta de rigor de suas aplicações pelas autoridades e poder público. As sensações percebidas por militantes de causas minoritárias é um misto de perplexidade e desânimo, embora tentativas de se discutir a violência por quem sofre as arbitrar...

Fórum Grita Baixada participa do 11º Fórum Rio

Além de ajudar no desenvolvimento do capítulo sobre Segurança Pública na Agenda 2030, FGB colabora com envio de propostas de políticas públicas sobre o tema para a plataforma Rio Por Inteiro.    Texto: Fabio Leon, com informações de Aline Sousa (Casa Fluminense) e Charles Monteiro (Gecom)   Fotos: Mazé Mixo e Fabio Leon Fórum Grita Baixada esteve presente no último sábado (23/06) na Faculdade de Formação de Professores, unidade da UERJ em São Gonçalo, palco da apresentação de duas importantes ferramentas de incidência política e mobilização democrática sobre os problemas da região metropolitana do Rio, bem como a Baixada Fluminense: a plataforma Rio Por Inteiro e a Agenda 2030. O Rio Por Inteiro é um projeto desenvolvido pela Casa Fluminense, em parceria com a organização Cidadania Inteligente, que busca mudar a forma como o processo eleitoral é vivenciado no estado do Rio de Janeiro, possibilitando mais participação popular nas eleições de 2018 para que ...