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Mostrando postagens com o rótulo Ativismo

Entrevista do mês: Jefferson Barbosa

“Ser jovem da periferia é resistir a sua existência” O ativista e estudante de jornalismo de Duque de Caxias, de apenas 21 anos, analisa o engajamento da juventude na política e diz que é preciso abandonar as polaridades partidárias. Segundo ele, nem Marx, nem Bolsonaro são as soluções.      Jefferson Barbosa veio da Paraíba, mas vive no Rio desde os 4 anos. A família morou na Taquara, zona oeste do Rio, numa comunidade chamada Chico City, e depois habitou a região conhecida como Pantanal, no segundo distrito de Duque de Caxias, onde mora desde os 14 anos. Hoje é estudante de comunicação da PUC. Em 2015, aos 17 anos, ajudou a construir significativos trabalhos de base contra a redução da maioridade penal, os rolezinhos. Filiado ao Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), é editor de um dos veículos mais combatentes da região, o Voz da Baixada, e integra o coletivo Movimentos, grupo de discussão formado por jovens da periferia para debater a pol...

Contra a lentidão das investigações

Fórum Grita Baixada e movimentos populares realizam ato de protesto na sede da DHBF Manifestação aconteceu nessa terça (12/12) para cobrar da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) rapidez nas investigações da morte de Rodrigo do Carmo Raposo Tavares, assassinado brutalmente.   Representantes do Fórum Grita Baixada, Centro de Direitos Humanos da Diocese de Nova Iguaçu, Mães de Manguinhos, Mães e Familiares Vítimas da Violência de Estado, Rede de Comunidades e Movimento Contra a Violência, Fórum Social de Manguinhos, Frente Estadual pelo Desencarceramento e Campanha Caveirão Não - Pelas Vidas da Favela e contra as Operações fizeram um protesto contra a lentidão nas investigações da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) sobre a morte brutal de Rodrigo do Carmo Raposo Tavares, em outubro de 2015.   Por volta das 9 da manhã, o grupo já se concentrava nas imediações da DHBF perto da estação de trem de Belf...

FGB participa de ação contra o racismo

Protagonizado pela ONG Criola e Movimento Moleque, roda de conversa sobre lutas contra várias formas  de genocídio da população negra. Fórum Grita Baixada participou, na última sexta, (17/11) do lançamento da campanha “Enquanto Viver, Luto!”, em celebração ao mês da Consciência Negra, protagonizada pela ONG Criola e Movimento Moleque, duas entidades que promovem diálogos e ações de conscientização humanitária. Foi uma tarde marcada por trágicas, porém, necessárias simbologias sobre a violência no Rio de Janeiro, em que se reuniram cerca de 50 pessoas, segundo a organização do evento, para se debater estratégias possíveis para o fim do racismo e os efeitos que ele produz no cotidiano das mulheres negras. Não por acaso, o cenário para a roda de conversa foi a entrada da Igreja da Candelária,  local onde ocorreu um dos maiores massacres contra crianças e adolescentes pobres   em 23 de julho de 1993, onde 8 pessoas foram assassinadas. Na hora da apresentação do...

Reunião com Alto Comissariado da ONU e Sistema Interamericano de Direitos Humanos abre novas perspectivas de articulação e fortalecimento de estratégias no enfrentamento à violência.

Mães e familiares de vítimas de violência, organizações e movimentos sociais das periferias e favelas fazem análises da conjuntura sobre suas atuações e os desafios que enfrentam.  O Fórum Grita Baixada e o Centro de Direitos Humanos da Diocese de Nova Iguaçu, participaram de reunião com outros movimentos sociais de favelas, entidades, pesquisadores, militantes e familiares de vítimas de violência no escritório da Organização Não Governamental Justiça Global na manhã da sexta-feira (10/11) para um encontro com o Alto Comissariado da ONU e o representante do Sistema Interamerano de Direitos Humanos. Dentre os objetivos intencionados, forneceu-se aos representantes do Alto Comissariado das Nações Unidas para Direitos Humanos (ACNUDH) uma análise de conjuntura sobre o trabalho de incidência política nos territórios periféricos, os danos causados pela violência cometida por agentes de segurança do Estado e as implicações envolvendo a militarização e cr...

Vozes e lutas contra a invisibilidade

Primeiro Seminário de Comunicação produzido pelo FGB reuniu mais de 20 pensadores que debateram o contexto das mídias populares    O I BFCOM: Seminário de Comunicação, Cultura e Ativismos da Baixada Fluminense e Outras Periferias tentou cumprir a seguinte missão: em uma tarde, reunir as mais representativas iniciativas em jornalismo, cultura e produção cultural, além de um seleto círculo de ativistas oriundos da academia, das favelas, das ruas. Na última quarta-feira (18/09), numa pequena sala verde do Centro de Formação, em Moquetá, Nova Iguaçu, cerca de 30 pessoas assistiram a 5 mesas temáticas, além de uma mesa de abertura, em que foram debatidas quase todas as ramificações da comunicação e da cultura e suas frentes de atuação, bem como suas incidências políticas. Salienta-se que o “tentar cumprir a seguinte missão” se refere àquelas impossibilidades que, infelizmente, não contemplaram a presença de tantos movimentos, coletivos, jornais, rádios e até TV comunitárias d...

Comissão Pastoral da Terra da Diocese de Nova Iguaçu discute a violência no campus da UFRJ

Sônia Martins, da CPT, e membro associada do FGB relata drama de moradores A pesquisadora Sônia Martins, da Comissão Pastoral da Terra da Diocese de Nova Iguaçu e membro associada do Fórum Grita Baixada, participou da mesa Territórios em Conflito, na última aula do IV Curso de Extensão Mídia, Violência e Direitos Humanos da Universidade Federal do Rio de Janeiro, na última quarta-feira (13/9). Ela relatou como a geografia política da Baixada Fluminense, em especial as regiões de Nova Iguaçu, Queimados e Japeri, se configurou numa histórica negligência do Estado, que permitiu que ocupações irregulares fossem encaradas apenas como problemas indesejáveis e nunca solucionados. “O nascimento de bairros como Vila de Cava e Lagoinha, em Nova Iguaçu, apenas espelharam o quanto os problemas habitacionais relacionados com a expansão irregular das populações periféricas nunca ocasionou nenhum tipo de preocupação do poder público e, com isso, favoreceu o aparecimento de novas disputas de p...

FGB participa da Audiência Pública contra o Genocídio da População Negra e Periférica.

Entre as propostas apresentadas está a aprovação urgente da PL 182/15 O Fórum Grita Baixada acompanhou de perto a série de propostas apresentadas pelos movimentos sociais de favelas e periferias que se reuniram no último dia 13/9, na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. A intenção do evento, que já se soma a outro conjunto de atos, reuniões e audiências públicas similares ocorridas anteriormente, foi impulsionar ações concretas que visem a diminuição dos atos de violência promovidos pelos agentes de Estado, em especial policiais militares. A audiência foi organizada por comissões progressistas da ALERJ tais como a de Direitos Humanos e Cidadania, de Intolerância Religiosa, Racismo e LGBTfobia, de Constituição e Justiça e de Política Urbana, Habitação e Assuntos Fundiários.  Um dos primeiros a falar foi Rumba Gabriel, da associação de moradores do Jacarezinho, e membro do Movimento Popular de Favelas. Ele leu um manifesto que pontuava as principais reivindicações dos gr...

Metodologia jurídica do Projeto Litigância é apresentada ao público

O Centro de Direitos Humanos de Nova Iguaçu, em parceria com o Fórum Grita Baixada, organizou a apresentação do Projeto Litigância na última quarta-feira (23/08) na Catedral de Santo Antônio de Jacutinga, no centro de Nova Iguaçu. O objetivo era organizar uma metodologia, baseada em procedimentos legais já existentes no Direito para anular atos de má-fé protagonizados por qualquer uma das partes em um processo criminal. E partir daí promover uma responsabilização do Estado principalmente quando se trata de julgar casos em que haja violações de direitos, especialmente com a população negra e oriunda das periferias. Estiveram presentes na apresentação o assessor político do CDHNI, Fransérgio Goulart, a coordenadora do Projeto Litigância, Bárbara Lucas, Nívea Tavares e Maria Dalva, mães que tiveram filhos assassinatos por agentes do Estado, Guilherme Pontes, da Justiça Global e Eliane Pereira, coordenadora de Direitos Humanos do Ministério Público do Rio de Janeiro, além de Tânia Co...