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Mostrando postagens com o rótulo Violência na Baixada

Artigo: Violência e Segurança Pública na Baixada

Giselle Florentino ,  economista, mestranda em Serviço Social e Desenvolvimento Regional da Universidade Federal Fluminense e sistematizadora de dados do projeto Direito à Memória e Justiça Racial do Fórum Grita Baixada “ A única luta que se perde é aquela que se abandona.” (Carlos Marighella) E m 2016, o Brasil alcançou a marca histórica de 62.517 homicídios, segundo informações do Atlas da Violência.  Isso equivale a uma taxa de 30,3 mortes para cada 100 mil habitantes, que corresponde a 30 vezes a taxa registrada na Europa. Apenas nos últimos vinte anos, 1.059.201pessoas perderam suas vidas devido à violência intencional no Brasil, ou seja, um pouco mais de um milhão de pessoas tiveram suas vidas ceifadas devido à violência e as políticas de segurança pública ineficiente. A cada 23 minutos, um jovem negro é assassinado no Brasil. Todo ano, 23.100 jovens negros de 15 a 29 anos são mortos. A taxa de homicídios entre jovens negros é quase 4 vezes maio...

Fórum Grita Baixada participa de seminário sobre milícias

Convite partiu do BRICS Policy Center, centro de pesquisas e de análises de conjuntura do Instituto de Relações Internacionais da Pontifícia Universidade Católica (IRI/PUC-RJ) Na terça-feira (29/10) o historiador Fransérgio Goulart, coordenador do projeto Direito à Memória e Justiça Racial, do Fórum Grita Baixada, foi convidado pelo Instituto de Relações Institucionais da PUC RJ para integrar o segundo seminário “Diálogos Urbanos: Milícias no Rio de Janeiro”, uma mesa de debate junto com o sociólogo Ignácio Cano, do Laboratório de Análises sobre a Violência da UERJ. Mas o que são as milícias? Grupos paramilitares, justiceiros, matadores. É a designação genérica das organizações militares ou paramilitares, ou de qualquer organização que apresente grande grau de atuação. O termo refere-se a organizações compostas por cidadãos comuns armados (apelidados de milicianos), ou com poder de polícia que, teoricamente, não integram as forças armadas ou a polícia de um país. As milícias p...

Dor sem fronteiras

Dor sem fronteiras Rede de Mães Vítimas da Violência de Estado na Baixada e FGB  participam de 3º Encontro Internacional de Mães e Familiares Vítimas do terrorismo do Estado, em Salvador. Texto e fotos :  Fransérgio Goulart, membro da coordenação ampliada do Fórum Grita Baixada Mães e Familiares Vítimas da Violência do Estado no Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Ceará, Amazonas, Bahia, Pará, Pernambuco, além de EUA e Colômbia estiveram reunidas para o III Encontro Internacional das Mães e Familiares Vítimas do Terrorismo do Estado que aconteceu entre os dias 17 e 20 de maio em Salvador, na Bahia. A Baixada Fluminense se fez presente pela Rede de Mães e Familiares Vítimas da Violência do Estado na Baixada Fluminense. Para Luciene Silva e Leonor Leonídio mães da Baixada, esse encontro veio trazer a possibilidade da região ser vista e mostrar ao mundo que existe resistência a partir do protagonismo de mulheres de enfrentamento a violência do Estado. P...

II Encontro Estadual de Mães Vítimas da Violência

Evento reuniu 45 mães que tiveram suas vidas marcadas pela brutalidade do Estado. Grupos de trabalho foram organizados para elencar desafios a serem enfrentados e encaminhados para encontro nacional em maio na Bahia. Do luto à luta. Foi esse o sentimento que tomou conta de quase 50 mães que participaram, na última quarta-feira (28/03) na Igreja de Santo Antônio de Jacutinga, Centro de Nova Iguaçu, do II Encontro Estadual de Mães e Familiares Vítimas da Violência. Organizado pela Rede de Mães e Familiares Vítimas de Estado na Baixada Fluminense e pela Rede de Comunidades e Movimento Contra a Violência, com apoio do Centro de Direitos Humanos de Nova Iguaçu e o Fórum Grita Baixada, as atividades não se concentraram apenas na difícil tarefa de desenterrar suas dores pessoais em função de tão brutais acontecimentos. Mas reunir forças para problematizar diversos aspectos de como o racismo, enraizado em diversas estruturas como o Poder Judiciário, sistema carcerário e legislação coniven...

Violência de Estado discutida por especialistas

Com estreia marcada para a próxima terça-feira (dia 27), no Cine Odeon, o documentário "Nossos Mortos Têm Voz" virá acompanhado de debate pós exibição e servirá de base para discussão sobre os tipos de violência que mais atingem a população pobre da Baixada Fluminense. Nessa matéria especial, traçamos o perfil de quem irá contribuir com análises e perspectivas para além do filme. Na próxima terça-feira (27/03), após a estreia do documentário Nossos Mortos Têm Voz, que retrata de forma comovente a luta de um grupo de mães da Baixada Fluminense e de favelas cariocas em busca de justiça e reparação por causa de entes assassinados por agentes do Estado, um debate com especialistas das áreas de direitos humanos, justiça e segurança pública também ganhará força para se problematizar o atual cenário de violência. Conheça o perfil dos debatedores que, por suas contribuições para a construção de um mundo mais justo e solidário, representarão as vozes dos que não podem mais...