Pular para o conteúdo principal

Reunião dos núcleos do FGB contou com apresentação de diagnósticos sociais e desafios de articulação nos territórios



22 de agosto de 2017 

A primeira reunião dos núcleos que compõem o Fórum Grita Baixada foi marcada por grande interação entre o grupo. As dinâmicas, criadas pelo articulador do FGB, Douglas Almeida, incluíram uma mística de autoconhecimento, um diagnóstico sobre os problemas de cada região, além dos desafios de articulação que precisam ser postos em prática. Antes, a coordenadora do Projeto de Litigância Estratégica, Bárbara Lucas, foi convidada pelo coordenador do Fórum, Adriano de Araujo, a fazer uma breve explicação sobre o projeto que irá ser apresentado essa semana. Ela aproveitou o ensejo e convidou os representantes dos núcleos a chamarem moradores de suas localidades em igual situação. 

“É um procedimento em que será feita uma responsabilização dos agentes do Estado, além de fortalecer a Rede de Mães Vítimas da Violência da Baixada através de um acompanhamento visando a reparação psíquica pelas perdas brutais que elas tiveram. Temos um grupo de terapeutas e psicólogos e estamos disponibilizando remuneração para mães de outras regiões, além da cidade de Nova Iguaçu, de forma que possam vir ao Cenfor e retornar aos seus locais de origem.”, explicou Bárbara.

Em seguida, os representantes dos núcleos se dividiram em dois grupos e discutiram sobre os principais problemas de suas regiões. Violência e a questão da mobilidade foram a tônica dominante, além das dificuldades de acesso à educação e falta de saneamento básico. Entre os desafios de articulação nos núcleos destacaram-se: o mapeamento das instituições atuantes nos territórios, a utilização dos espaços religiosos para futuras reuniões para a apresentação das atividades do Fórum Grita Baixada. Além disso, considerou-se de suma importância a elaboração de rodas de conversa para a juventude local e a construção de seminários sobre segurança pública. 

O Núcleo de Lagoinha (Nova Iguaçu), representado pelas moradoras Taíza Vasconcelos, Taís Cogo e Anastacia Maria, apresentou um balanço das atividades do FGB na região. Eventos como a Semana da Baixada, ocorrida em 1º de maio desse ano com a participação de diversos especialistas, na Paróquia de Nossa Senhora Aparecida e os processos de cartografia social realizadas nas escolas da região como o CIEP 188. 

https://forumgritabaixada.org.br/encontro-dos-nucleos-do-fgb



Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

O Estado Brasileiro é julgado por seus crimes

Fórum Grita Baixada e movimentos sociais organizam o Tribunal Popular da Baixada Fluminense, na Praça do Pacificador. Imagine que por um dia apenas, o Estado Brasileiro pudesse ser personificado e, assim como qualquer mortal, responder em juízo por quase todos os crimes categorizados pelo Poder Judiciário ao longo dos séculos. A Praça do Pacificador, em Duque de Caxias foi palco, na última terça-feira, 11 de setembro, de um evento inovador que tentou abarcar tal realidade. Um tribunal popular foi montado para a condenação simbólica de uma entidade que afeta a vida de todos nós. Movimentos sociais como o Fórum Grita Baixada, Movimento Negro Unificado, Rede de Mães e Familiares Vítimas da Violência de Estado na Baixada Fluminense, Centro de Direitos Humanos da Diocese de Nova Iguaçu, Casa Fluminense, dentre outros, simularam um julgamento em que o Estado Brasileiro, na condição de réu, seria responsabilizado pelos seus crimes, especialmente os de genocídio contra a populaçã...

Prefeitura quer elaborar plano de Direitos Humanos

Fórum Grita Baixada e representantes da sociedade civil são convidados pela prefeitura de Nova Iguaçu  para expor encaminhamentos viabilizando construção de política pública O Fórum Grita Baixada, o Centro de Direitos Humanos de Nova Iguaçu, além de outros representantes da sociedade civil organizada participaram, na manhã do último dia 29 de janeiro, no auditório do Ministério Público, de reunião promovida pela Secretaria de Assistência Social da prefeitura de Nova Iguaçu para a elaboração do seu primeiro plano municipal de Direitos Humanos. Com o título “O papel dos Direitos Humanos nas Políticas Públicas”, a diretora de Direitos Humanos da pasta, Deise Marcello, apresentou uma breve historiografia sobre a construção de políticas de Direitos Humanos no mundo. Ao final de sua exposição, chamou para a composição da mesa, Dom Luciano Bergamin, bispo de Nova Iguaçu, a secretária de assistência social, Elaine Medeiros, o presidente do Conselho de Segurança Pública e Dir...

Grito dos Excluídos discute Segurança Pública e Educação em Nilópolis. FGB participa de duas rodas de conversa

Dando sequência a cobertura que envolveu a participação do Fórum Grita Baixada na 23ª edição do Grito dos Excluídos, nessa segunda parte entrevistamos o coordenador do coletivo RUA, um dos organizadores da manifestação popular em Nilópolis. O que é o RUA?   O RUA é um coletivo de juventudes que tem atuação em todos os estados do país. Surgimos após as jornadas de junho de 2013 por identificar que os modelos de organização política (partidos ou coletivos) não mais atendiam as demandas dessa nova geração; não acompanhavam o surgimento de novos atores sociais e novas formas de expressão política. E pouco conseguiam dialogar com um sentimento de descrença com o sistema político do país, tendo pouca capacidade de incidir sobre o discurso político de negação da política. Por que ser anticapitalista é lutar contra a exclusão social? Entendemos que o sistema capitalista é um sistema produtor de grandes desigualdades no mundo, e desta desigualdade sobrevive.  Uma pequ...