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Fórum Grita Baixada participa de seminário na UFRGS

FGB é convidado para mesa de encerramento “Como (R) Existir? Caminhos Possíveis e Táticas de Luta”

Em tempos de conjuntura tão difícil e não muito palatável para defensores(as) de direitos humanos, um convite para discutir formas de resistência, nos causou muita alegria. No último dia 8 de novembro, o Fórum Grita Baixada participou como convidado do Seminário “Resistências Plurais em Tempos de Crise” organizado pelos discentes do Programa de Pós Graduação em Sociologia da UFRGS.

A representante do Fórum Grita Baixada, Lorene Maia, mestre em Desenvolvimento Territorial e Políticas Públicas, em conjunto com o doutor em Sociologia, Marcelo Kunrath  e Suzana Lisboa, membro da Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos Políticos, trocaram experiências, boas práticas e impressões na mesa de encerramento “Como (R) Existir? Caminhos Possíveis e Táticas de Luta”.

Na mesa, duas experiências, aparentemente distintas, foram compartilhadas. Suzana Lisboa ofereceu um triste depoimento sobre o período nefasto vivido na ditadura civil militar brasileira. Compartilhou o sofrimento de ser torturada e ver entes companheiros igualmente torturados e assassinados. Além da violência, causada pelo próprio Estado, fica a dor e a tristeza da omissão, ainda hoje, do Estado brasileiro.

Lorene Maia ofereceu um panorama das violências de Estado, apresentando os altos índices de violência letal no Brasil e, principalmente, no Rio de Janeiro e Baixada Fluminense. A ideia foi demonstrar inicialmente como o estado promove a violência nesses territórios, para finalmente apresentar as ferramentas e táticas de luta que o Fórum Grita Baixada e demais parceiros vem adotando como formas de resistência.

Mais do que nunca, é de extrema importância a discussão de possibilidades de resistência. A temática, segundo a própria organização do evento, teve por objetivo proporcionar um espaço de diálogo propício ao compartilhamento de experiências de resistência e re-existência frente as violências, violações dos direitos humanos e as várias opressões. Fortalecer propostas de enfrentamento e superação das múltiplas crises que nos atravessam em pleno 2018 foi a base do Seminário que prezou ainda pela ideia de horizontalidade, respeito à diversidade e a valorização de saberem plurais que transcendem o meio acadêmico.




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