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Vozes e lutas contra a invisibilidade

Primeiro Seminário de Comunicação produzido pelo FGB reuniu mais de 20 pensadores que debateram o contexto das mídias populares    O I BFCOM: Seminário de Comunicação, Cultura e Ativismos da Baixada Fluminense e Outras Periferias tentou cumprir a seguinte missão: em uma tarde, reunir as mais representativas iniciativas em jornalismo, cultura e produção cultural, além de um seleto círculo de ativistas oriundos da academia, das favelas, das ruas. Na última quarta-feira (18/09), numa pequena sala verde do Centro de Formação, em Moquetá, Nova Iguaçu, cerca de 30 pessoas assistiram a 5 mesas temáticas, além de uma mesa de abertura, em que foram debatidas quase todas as ramificações da comunicação e da cultura e suas frentes de atuação, bem como suas incidências políticas. Salienta-se que o “tentar cumprir a seguinte missão” se refere àquelas impossibilidades que, infelizmente, não contemplaram a presença de tantos movimentos, coletivos, jornais, rádios e até TV comunitárias d...

FGB salienta dificuldades da sociedade civil em se debater políticas de segurança pública, em mais uma audiência na ALERJ sobre a violência, dessa vez na cidade de Queimados

Fórum Grita Baixada participou ontem (19/10) de audiência pública na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro para se discutir os aumentos dos casos de violência na cidade de Queimados. Realizada pela Comissão de Segurança Pública e Assuntos de Polícia da casa, formada pelos deputados estaduais Zaqueu Teixeira e Marta Rocha, o evento contou com a presença do coordenador do FGB, Adriano de Araújo, convidado pela comissão. Em sua fala, disse que, mais uma vez, a sociedade civil pouco se fez presente em eventos daquela natureza, apontando a dificuldade de diálogo existente entre autoridades policiais, poder público e a população em geral. “Nós do Fórum Grita Baixada estamos sentindo falta de representações da população de Queimados aqui hoje. Não há ninguém da secretaria de Educação, ninguém da Cultura. Essa é uma reunião em que compareceram apenas policiais, por mais que um policiamento efetivo seja necessário em regiões como Queimados. Mas é preocupante, como sempre observamos...

FGB participa de debate sobre a Revolução no Século XXI e processos contra-neoliberais da atualidade

A convite de Daniel Hirata, do departamento de Sociologia da UFF, o coordenador do Fórum Grita Baixada, Adriano de Araújo, participou do lançamento do livro “Comum: Ensaio sobre a Revolução no Século XXI”, que discute a emergência de processos revolucionários contemporâneos, nessa quinta-feira (05/10,) seguido de debate com os autores, a dupla de sociólogos franceses Pierre Dardot e Christian Laval que analisa os rumos políticos do mundo ocidental com o advento da Revolução Russa, que nesse mês completa 100 anos.   Segundo Hirata, que há alguns meses  participou da apresentação do relatório "Um Brasil Dentro do Brasil Pede Socorro" , produto resultante de uma junta de pesquisadores da Baixada Fluminense membros do primeiro colegiado do Fórum Grita Baixada, o convite feito a coordenação do FGB é estratégico no sentido de trazer pessoas não-especialistas, embora diretamente implicados com políticas públicas sociais relevantes. Além do Fórum, representantes de m...

Comissão Pastoral da Terra da Diocese de Nova Iguaçu discute a violência no campus da UFRJ

Sônia Martins, da CPT, e membro associada do FGB relata drama de moradores A pesquisadora Sônia Martins, da Comissão Pastoral da Terra da Diocese de Nova Iguaçu e membro associada do Fórum Grita Baixada, participou da mesa Territórios em Conflito, na última aula do IV Curso de Extensão Mídia, Violência e Direitos Humanos da Universidade Federal do Rio de Janeiro, na última quarta-feira (13/9). Ela relatou como a geografia política da Baixada Fluminense, em especial as regiões de Nova Iguaçu, Queimados e Japeri, se configurou numa histórica negligência do Estado, que permitiu que ocupações irregulares fossem encaradas apenas como problemas indesejáveis e nunca solucionados. “O nascimento de bairros como Vila de Cava e Lagoinha, em Nova Iguaçu, apenas espelharam o quanto os problemas habitacionais relacionados com a expansão irregular das populações periféricas nunca ocasionou nenhum tipo de preocupação do poder público e, com isso, favoreceu o aparecimento de novas disputas de p...

FGB participa da Audiência Pública contra o Genocídio da População Negra e Periférica.

Entre as propostas apresentadas está a aprovação urgente da PL 182/15 O Fórum Grita Baixada acompanhou de perto a série de propostas apresentadas pelos movimentos sociais de favelas e periferias que se reuniram no último dia 13/9, na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. A intenção do evento, que já se soma a outro conjunto de atos, reuniões e audiências públicas similares ocorridas anteriormente, foi impulsionar ações concretas que visem a diminuição dos atos de violência promovidos pelos agentes de Estado, em especial policiais militares. A audiência foi organizada por comissões progressistas da ALERJ tais como a de Direitos Humanos e Cidadania, de Intolerância Religiosa, Racismo e LGBTfobia, de Constituição e Justiça e de Política Urbana, Habitação e Assuntos Fundiários.  Um dos primeiros a falar foi Rumba Gabriel, da associação de moradores do Jacarezinho, e membro do Movimento Popular de Favelas. Ele leu um manifesto que pontuava as principais reivindicações dos gr...

Direitos Humanos e Psicologia são debatidos na Estácio de Sá de Nova Iguaçu Conversa teve participação das coordenações do FGB e do CDH

O coordenador do Fórum Grita Baixada, Adriano de Araujo e a coordenadora do Centro de Direitos Humanos de Nova Iguaçu, Yolanda Florentino participaram nessa quinta (14/09) da mesa de encerramento da VII Semana de Psicologia da Universidade Estácio de Sá, que, nesse ano, teve como tema “Dizeres em Psicologia: interfaces e conexões”. A mesa também contou com a participação da psicóloga Mônica Valéria Affonso Sampaio, presidente da comissão gestora da subsede Baixada Fluminense do Conselho Regional de Psicologia. Araujo, em sua fala, propôs conectar relações de causa e consequência sob determinados aspectos de reação da sociedade a algumas políticas de segurança pública e sobre quem milita nos Direitos Humanos. Ponderou, como exemplo inicial, que quem defende um tratamento justo para criminosos, de acordo com o que determina a legislação em vigor, e não na base do revanchismo ou do ódio, não possui um olhar menos responsabilizante sobre quem comete crimes ou delitos. Apenas salien...

Grito dos Excluídos discute Segurança Pública e Educação em Nilópolis. FGB participa de duas rodas de conversa

Dando sequência a cobertura que envolveu a participação do Fórum Grita Baixada na 23ª edição do Grito dos Excluídos, nessa segunda parte entrevistamos o coordenador do coletivo RUA, um dos organizadores da manifestação popular em Nilópolis. O que é o RUA?   O RUA é um coletivo de juventudes que tem atuação em todos os estados do país. Surgimos após as jornadas de junho de 2013 por identificar que os modelos de organização política (partidos ou coletivos) não mais atendiam as demandas dessa nova geração; não acompanhavam o surgimento de novos atores sociais e novas formas de expressão política. E pouco conseguiam dialogar com um sentimento de descrença com o sistema político do país, tendo pouca capacidade de incidir sobre o discurso político de negação da política. Por que ser anticapitalista é lutar contra a exclusão social? Entendemos que o sistema capitalista é um sistema produtor de grandes desigualdades no mundo, e desta desigualdade sobrevive.  Uma pequ...